Fuçando restolhos e raridades da rede blog, e aí o mano Xacal é um manancial imenso e rico, encontrei um debate sobre cana, subsídios, políticos, fumaça e outros.... aí, resolvi meter o meu focinho nessa contenda.
É a velha mania do público colocar o seu talo na privada. No auge do ciclo canavieiro (21 usinas) ele fez vista grossa no acompanhamento das verbas irrigadas através dos institutos, como o IAA e outros, permitindo que maior parte desses investimentos não tomassem o caminho da roça e sim o conforto da cidade. Depois ele não cuidou para evitar o êxodo rural (mano Xacal, você está correto. Peça ao Fábio para dar um pulo, um dia desses e conhecer um canavial - lá ele vai ver muitas casas abandonadas no meio da cana. A maior parte dos trabalhadores hoje envolvidos no corte da cana moram nas periferias da cidade), onde os "colonos" permaneciam nas terras, com moradia e a permissão de lavouras de subsistência,e criação de pequenos animais, mesmo que fossem no sistema de meeiros. Naquela época, o trabalho não era tão degradante, tendo em vista as parcerias que eram feitas com os proprietários. Esses subsídios, a quem estão beneficiando. Dêem uma olhada nos controles de entrada de cana nas Usinas e vejam quem mais está colocando cana. Lá vocês vão encontrar muitos mini-barões, alguns deles próximos ao nobre deputado que se diz pai dessa criança doce. Porque o nobre deputado não empunha a sua catana e briga pelo fim das queimadas nos canaviais e pela utilização moral de recursos os órgãos de fomento e investimento, a exemplo dos FUNDECANS, FUNDECANA e outros que tais, que poderia oferecer alternativa de empregos qualificados na pedra. Lá no interior, a exemplo de São Paulo, deixe as máquinas fazerem os serviços. E, ainda, quanto ao preço da cana e por seguinte do álcool e do açúcar, deixo o mercado regular essas relações. Mania que esses barõezinhos tem de ao primeiro aperto, correr para os cofres da viuva pátria mãe. Se não tem competência para mexer com a glicose, arruma outro trabalho para fazer.

Dona hiena tá certa. Pergunte ao fabricante de vassouras, de picolé, de tamancos, qual o subsídio que eles tem para colocar os seus produtos no mercado. Essa burguesia ainda não aprendeu que o Império acabou, a velha República não existe mais e o escravo só na memória das senzalas... Por que não diversificam as suas lavouras... por que não plantar feijão, milho, soja, tocar negócios horti-granjeiros e outras vocações da região. Ou melhor, por que não vão plantar batatas! Com o nosso dinheiro, não!
ResponderExcluir